Hoje iremos homenagear as mais memoráveis trilhas de terror, compostas especialmente para o filme ou não. Na era dos documentários falsos, este maravilhoso elemento cinematográfico acaba sendo deixado de lado, em nome da “veracidade”. Uma pena! O fundo musical correto tem o poder de transformar qualquer filme em um clássico.

13 – Jogos Mortais – (Saw)

Quando você escuta a música, sabe que não só alguém falhou no jogo, como pagou um preço caríssimo por isso. Sombria mas agitadinha, a trilha não sugere nada sobrenatural, somente algo engenhoso acontecendo, além de violento, com planejamento meticuloso e êxito na conclusão. É quase uma canção de vitória macabra, composta por Charlie Clouser.

12 – Um Corpo que Cai (Vertigo)

Usada inúmeras vezes como música de fundo em chamadas, programas e até novelas na tv brasileira, esta canção composta por Bernard Herrmann, parceiro de longa data do diretor Alfred Hitchcock, será reconhecida imediatamente pelos ouvintes. A trilha é um lembrete constante de que não importa quantos beijos James Stewart e Kim Novak compartilhem na tela, pois aquele romance não tem nada de romântico.

11 – O Iluminado (The Shining)

Stanley Kibrick era tão talentoso para montar as trilhas sonoras de seus filmes com canções não originais, quanto Quentin Tarantino. Sua grande paixão eram as eruditas, que ele transformava com o destaque que dava a elas, em hits tardios para o público contemporâneo. Composta em 1936 por Belá Bartók, esta não é tão famosa quanto a de 2001 – Uma Odisseia no Espaço, ou a que agita a cena da sedução das adolescentes em Laranja Mecânica, mas, poderia muito bem ter sido escrita por Bartók no quarto de um hotel isolado pelo gelo nas montanhas, de tão bem que se encaixa com os temas de O Iluminado. Isolamento, loucura, frio.

10 – Tubarão (Jaws)

John Williams tem muitos prêmios e aparece em todas as listas de melhores trilhas de filmes da história do cinema, ele não ficaria de fora desta, ainda mais com um exemplar desta categoria. Não se deixe enganar pela aparente simplicidade e pelo limitado número de notas no trabalho abaixo, ele indica com perfeição que o inimigo é paciente, imprevisível e sem misericórdia. Para manter o público no rasinho.

9 – O Silêncio dos Inocentes (The Silence of the Lambs)

Howard Shore não se deixaria levar pelos aspectos mais sanguinolentos que cercam a investigação sobre o serial killer Buffalo Bill. Não decepcionaria o gosto refinado e exigente do Dr. Lecter. Ele jamais insultaria a natureza discreta de Clarice Starling, ou a seriedade das investigações que correm contra o tempo para salvar a moça presa no poço. O resultado, é uma melodia elegante que passeia entre as mentes brilhantes a serviço da maldade, e entre os profissionais que tentam detê-las, sem provocar a ira de nenhum dos lados.

8 – A Profecia (The Omen)

O nome da música é “Ave Satani”, que é pra chutar logo a barraca inteira e dizer que se trata mesmo da chegada do anticristo. O coro, semelhante ao canto gregoriano que sempre foi associado a religião, traz um ar oficial ao aviso. Não que se possa fazer nada a respeito, já que o plano para a destruição do mundo é infalível, mas a trilha serve para perturbar os cristãos, como quem diz: aceitem. Tá tudo dominado!

7 – Suspiria

Uma pessoa que claramente não gosta de ballet, invade com sons desrespeitosos e obcenos a gravação de uma inocente cantiga, dessas que escutamos em porta-jóias sonoros. A música precisa então se adaptar, aumentando o volume e o número de instrumentos, modificando a estrutura original mais e mais até que da metade para o final, fique completamente irreconhecível em relação ao início. A banda italiana de rock progressivo Goblin, criou com o auxílio do diretor Dario Argento, a trilha perfeita para incendiar o mundo da dança clássica, em um dos mais belos filmes de terror já feitos.

6 – Extermínio (28 Days Later)

Você não pode realizar um filme de terror com a praticidade de uma câmera digital e ter uma orquestra sinfônica conduzindo sua trilha. John Murphy chega com um som de banda iniciante (mas prestes a estourar!), onde violão e piano repetem os mesmo acordes  até que o público entenda que acordou em um mundo onde a maior parte da população morreu, e os poucos que sobraram se dividem entre assassinos e desesperados em fuga. Quando a mensagem fica clara, Murphy libera a guitarra, a bateria…

5 – O Iluminado – Sim, de novo.

O tom sombrio da sinfonia de Hector Berlioz, autoritário e amedrontador, adaptada para o filme por outros dois compositores, serve como acompanhamento da ida da família Torrance ao hotel Overlook,  também conhecido como a porta de entrada para o inferno. Em mãos menos habilidosas, a inclusão de gemidos na trilha sonora inicial do filme seria de péssimo gosto, hilário talvez, mas enquanto o pequeno carro percorre as montanhas se afastando cada vez mais da civilização, mais assombrado e maligno o destino final parece. A palavra “sinistra” é uma descrição correta para a trilha.

4 – O Exorcista (The Exorcist)

As notas do piano são tão altas quanto os sons feitos por crianças quando gritam, riem ou choram. Não provoca medo sozinha, porque representa tanto o tema da possessão, quanto o drama vivido pelos personagens ao redor da menina Reagan. Ainda assim, o trabalho que mistura composições clássicas com sons modernos do rock e pop de Mike Oldfield, é um dos mais belos originalmente feitos para um filme.

3 – Alien – O Oitavo Passageiro (Alien)

É tão experimental que pode nem mesmo ser classificado como música, mas verdade seja dita, se o objetivo era tornar o ambiente fechado de uma nave espacial invadida por um alienígena, ainda mais claustrofóbico… bravo! Um show tenebroso de sons que mantém o público por medo, com os pés no chão seguro do planeta Terra.

2 – Halloween

Michael Myers não entra no ringue sem uma música de fundo que anuncie a sua chegada, ao mesmo tempo em que apavore o oponente. É vital (ou mortal) que o pai do slasher tenha uma canção-tema melhor e mais famosa do que o das outras franquias. Super simples e eficaz para a fácil identificação do personagem e do filme, e para ser também um símbolo familiar do medo.

1 – Psicose (Psycho)

Se o ato de matar tivesse uma canção oficial, seria a trilha de Psicose. É um conceito mórbido, mas admita, você sabe imitar o som do violino com a boca e provavelmente já brincou com a ideia da morte usando a melodia ríspida de Bernard Herrmann. Todo mundo sabe de onde vem e a que cena pertence. Sem delongas, violência pura. Uma perfeição!

E aqui está a trilha completa:

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