Dirigido por David Bruckner Dan Bush	 	Jacob Gentry
Dirigido por David Bruckner
Dan Bush
Jacob Gentry

Um vírus transmitido através das ondas de rádio, tv e celulares, transforma pessoas comuns em assassinos.

 

 

 

 

 

Dizem que televisão demais emburrece e que o próprio veículo não passa de uma máquina de manipulação. A verdade é que nada demais é muito bom, mas a desculpa favorita de grupos a favor da censura, ou da leitura, é o plot deste filme de terror dividido em três partes, sendo que uma delas, é cômica.

the-signal2Começamos com um filme dentro do filme. Uma homenagem a um típico slasher dos anos 70, é interrompida por uma transmissão hipnótica que lembra o protetor de tela de um computador. Para nós a mensagem não é clara, mas quem está assistindo começa a apresentar um comportamento explosivo.

Ben ama Mya, a dona da primeira versão da história. Eles cogitam a possibilidade de cometer uma loucura por amor e questionam se, por ser nobre, o motivo desculparia os atos que fariam Mya abandonar Lewis, seu marido.

Loucura é o tema central de O Sinal. Se a gente reagir violentamente com cada pessoa que nos provocar, receberemos um atestado de insanidade. Mas o que o vírus faz, é justificar a matança na mente de quem está contaminado. Todo mundo sabe exatamente o que está fazendo, mas encara os atos como uma necessidade. Entre aqueles que estão metendo bala em estranhos, tem gente matando para se proteger e para proteger os outros. O problema é que nenhuma destas pessoas estava em perigo, pra início de conversa.the signal

Quando Mya chega em casa após o encontro com Ben, tarde da noite e atordoada pelo bizarro comportamento das pessoas nas ruas, encontra o marido e os amigos dele, tentando remover aquela estranha transmissão da tv. Entre uma pergunta compreensivelmente desconfiada e outra à esposa, Lewis perde a cabeça e mata um dos amigos a pauladas. Quando foge do apartamento, Mya vê que o número de corpos do lado de fora é bem maior. Como os telefones também estão comprometidos com o sinal maligno, assim que cai naquele mundo caótico, ela desaparece e Lewis vira o condutor da segunda versão da história.

O marido traído, tentando encontrar a esposa e salvá-la de um inimigo que só existe na cabeça dele, está tão doido que invade uma casa em outro gênero de filmes, com personagens mais confusos do que ele.

Na terceira história, acompanhamos Ben em busca da mesma mulher. Ele enfrenta Lewis física e mentalmente, mas precisa dominar a própria loucura, se quiser lidar com a loucura alheia.

Eu queria ter visto o desenrolar daquele curta do início do filme, que era o local apropriado para malucos com uma faca e sem um motivo real para enfiá-la em alguém. Mas essas três histórias, que conseguem ser ao mesmo tempo conectadas e independentes, transferem a violência de um slasher para um romance, uma comédia e um filme de ficção científica. Sem puritanismo, este é um modo eficiente de mostrar o quanto o comportamento dentro de qualquer filme de terror é insano.

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