Dirigido por Sean S. Cunningham
Dirigido por Sean S. Cunningham

Em um acampamento de verão, jovens são atacados por um maníaco sem rosto.

 

 

 

 

 

Que palhaçada é essa? Cadê a máscara de hockey? Acontece que, ainda não é nesse filme que Jason Voorhees, um dos mais famosos serial killers do cinema, aparece em sua forma oficial. Ele é um vilão em progresso, mas com força de vontade e uma peixeira na mão, o garoto chegou até o espaço.

O local é tão perigoso quanto uma mansão mal assombrada, de onde ninguém poderia escapar, mesmo sendo ao ar livre. Este é o pensamento de todos na cidadezinha ao redor da floresta. Mas seria perigoso, somente na data em questão? Na verdade, o dia universal da má sorte, tem muito pouco a ver com os eventos malignos que ocorreram em Crystal Lake. Sexta-feira 13, foi só um nome legal e já conhecido, escolhido para o filme antes mesmo do roteiro estar pronto.

O acampamento voltará a funcionar, depois de ficar fechado por décadas. Um afogamento acidental, não chamou muito a atenção, mas um assassinato duplo no ano seguinte, transformou o local no menos atraente retiro de férias da região. Sob nova direção, Crystal Lake passa pelos últimos retoques antes da inauguração.

Friday_The_13th_1No verão norte-americano, é comum que grupos de crianças, façam escursões para alguma cabana comunitária no meio da floresta e que fiquem lá por alguns dias. Os pais ganham um pouco de descanso e a molecada volta mais independente. Fazer um filme sobre crianças assassinadas em um acampamento, quando eles estão sem a proteção dos parentes, seria muito ousado e nós adoramos ousadias, mas não teria propósito. Os alvos do assassino, são os monitores despreparados, que este tipo de atividade popular acaba produzindo.

Para auxiliar na manutenção do acampamento, na alimentação, no entretenimento e na supervisão das crianças, o novo dono contratou uma equipe de jovens, não muito diferentes daqueles que deixaram um menino se afogar, anos antes. Eles não são irresponsáveis, só são imaturos e cheios de hormônios. Um estranho os observa por galhos e frestas, temendo pela segurança das crianças que ainda nem chegaram. É comum que tragédias sejam esquecidas rapidamente, por pessoas que não estiveram envolvidas nelas. A primeira fatalidade em Crystal Lake, também seria ignorada pelos novos ocupantes do local, se o menino afogado não se chamasse Jason.

Um protetor infantil, quando as crianças estão tão longe dos seus lares, não é a pior coisa do mundo. Até que ele usa as suas ótimas intenções, para matar gente inocente e popularizar uma trama bastante usada em filmes de terror, a dos adolescentes em perigo, em uma cabana na mata.

A maioria das mortes acontece durante a noite, mas o maníaco não espera escurecer para matar. Como eu disse, ele ainda está aprendendo, portanto, só espera a morte ficar mais fácil. Ao contrário do que se imagina, Sexta-Feira 13 não é um slasher típico, pelo menos, não como as suas sequências. Existe um grande número de personagens secundários, desenvolvendo histórias paralelas e algumas mortes, vem acompanhadas de um sentimento de deja vu pelas vítimas.

friday_the_13thJason vive em um universo, onde os rapazes são pura testosterona e as garotas, não tem nenhum problema em se despir em público. Este é um pesadelo do qual ele não consegue se livrar, porque foi a promiscuidade alheia, que selou o seu destino. Para os fãs do gênero, o filme pode parecer bem brando, até porque a criatividade do assassino, está limitada às armas que lhe estão disponíveis. Mas a carnificina é numerosa, como manda a cartilha dos slashers.

Aquele “chi chi chi chi, ha ha ha ha”, é a versão anos 80 dos violinos de Psicose. A gente só precisa escutar uma vez, para saber a que filme pertence. Outras referências são feitas, principalmente a Halloween, que foi lançado alguns anos antes. É claro que, no meio da matança, pelo menos uma pessoa vai sobrar. Como sempre, uma daquelas louras tímidas, mas com uma garganta poderosa, capaz de produzir gritos maravilhosos. Lá pro final, ela solta o melhor deles, quando a gente menos espera.

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